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Á beira mar passeamos
e molhamos os pés
na areia rebolamos
rebolamos outra vez
Nesta idade já madura
o amor renasceu
rimos com fartura
do que Deus nos deu
Não ponhas panos quentes
sobre a dor que
provocastes.
De ti, nada quero,
a não ser respeito
e respeito por quem amo.
Não quero a tua preocupação,
isso cabe-me a mim.
Dispenso as tuas oferendas
lamparinas novas
mas têm uma luz
tão fraca
igual aquela que tens
dentro de ti.
Três da tarde.
Não é só a ti que
a face se fecha, que
os dentes se cerram.
Também eu, agora,
sinto o mesmo,
melancolia,
nostalgia,
tristeza.
Porquê?
Não sei.
Será pelo passado?
Será pelo presente?
Será pelo futuro?
Não sei...
Meu Deus,
Ajudai-a a ultrapassar
os fantasmas da infância,
as humilhações, a insegurança
pessoal e profissinal
Dai-lhe, meu Deus
o sorriso á sua alma,
força ao seu espirito
para que a sua auto-estima
se fortaleça
Toma cuidado, pensas que ainda vives na roça;
Toma cuidado, não estiques muito a vara que tens na mão;
não utilizes armadilhas hipócritas;
não te sirvas da fragilidade para te satisfazeres;
Não faças chantagens;
Toma cuidado, com as palavras que dizes;
não menosprezes a inteligência daqueles que consideras teus escravos.
Toma cuidado. Já não vives na roça
É de manhã,
a alameda já ficou
para trás,
Sinto saudades tuas
resisto ao desejo de voltar,
tomar-te nos meus braços
e
levar-te a ver
os prados verdejantes
o mar azul
e sob o sol acolhedor
ouvir o chilrear dos
pássaros
que cantam hinos
ao nosso amor.
Não me canso
da tu presença
dos teus abraços
da tua beleza
da tua simpatia
do teu corpo
dos teus beijos
da tua sabedoria
da tua ternura
dos teus afectos
do teu sorriso
Não me canso,
mesmo quando estou
cansado...
Dizes que estou quente,
o que passa?
Escondo-te a minha vontade,
sei que estás cansada.
Insistes.
Quero libertar o meu fogo ,
mas reprimo.
Aconchegaste,
afagas o meu peito.
Abres caminho para que
a lava branca saía do meu vulcão.
O meu corpo estremece,
gemo
e da cratera do meu corpo
a lava de amor
jorra de dentro de mim.
Também, tu ficas ardente,
a tua nascente vai abrindo
as margens
que eu exploro.
Toco suavemente
no teu botão de
rosa vermelha.
Paixão.
Beijo-te, acaricio o
teu peito firme e rijo.
Exploras comigo,
e de dentro da fonte da natalidade
irrompe
o prazer que inunde
as tuas margens.
Abraçados,
cumplices,
comungamos o prazer
do momento,
e adormeço.
Adormece tu, também...
Magoado?Com quem?Contigo?Comigo?Porque o fizeste?Por amor?Por carência?Por medo?E eu?Porque me isolei?Porque não manifestei osmeus afectos?O meu amor?Magoado?Sim.Estou magoado,contigo, comigo.Magoaste-me e magoaste-teQuanto tempo vai durar a mágoa?Não sei.Seique não nos vamos magoar, nuncanunca mais.
Passa a tua mão pela minha cabeça,dá-me Paz.Diz palavras doces,dá-me Felicidade.Faz amor comigo,dá-me PrazerÉ tão bom receberestes carinhos.E retribui-los da mesma forma.
Sozinho
neste fim de tarde frio
na avenida daquela
que foi rainha
aguardo a chegada dela
para que aqueça o meu corpo
e a minha alma.
Espero por ela,
mas não escondido
Com passadas seguras
cabeça levantada
vigilante, caminho.
Espero por ela,
pedindo a Deus
força e que contrôle
a minha raiva
que sinto
pelos que têm pés de barro
e que
servem na sua mesa
faqueiros ferrugentos,
queijo azedo e
pão duro com bolor.
Espero por ela
sem medo
sem recuar
nos meus propósitos.
Por ela e só por ela
é ali que estou
Esperando por ela.
Maldito
cavalo de troía,
que invadiste o povoado
que não era teu.
Se pensavas que dizimavas
a resistente plebe e que
governarias a teu belo prazer
enganaste-te.
A plebe lutou
o seu amor próprio venceu.
Maldito
cavalo de troia
feito de madeira bichosa
não resistis-te ao fogo de
quem te fez frente.
Maldito
cavalo de troia
afinal nem de madeira podre
eras feito
mas sim
de papel pardo e sujo
como o íntimo que dentro
de ti transportas
Para trás deixo a
turbulência rotineira.
Acaricio a seara de trigo
que invado sem medo.
A minha boca sedenta
bebe a água cristalina e pura
da fonte que está ali por perto.
Descanso a minha vista
vislumbrando aquele vale
entre duas belas colinas que
contemplam toda a paisagem.
Atravesso o deserto de areia fina
sem vegetação mas
onde as belas fragancias
perfumam a minha alma.
Chego á floresta densa
quente e húmida
que desde o início
via no horizonte.
Nela, descubro uma gruta
por onde deslizo suavemente
curioso
não é fria nem agreste
é quente e acolhedora.
Por fim saio , descanso
adormeço e acordo com o meu
corpo junto ao teu
Olhos de mar
Cabelos de outono
Sorriso de mel
Dedos que agarram a vida.
Ali nasceste, brincaste, cresceste.
Olhos de mar chão
Cabelos de outono quente
Sorriso de mel bravio
Braços que abraçam a vida.
Decidida
a íngreme calçada
sozinha subistes
jovem,
corpo lindo e firme,
seios de laranja.
No cimo
descansas
olhas para trás , e vês
tristeza,
carência,
solidão,
amargura.
Menina do cruzeiro
mulher, mãe, esposa,
olhos cor de esperança,
coragem,
sabedoria,
amor.
A calçada,
sozinha já não sobes, e,
quando chegares ao cimo
tranquilamente
descansa.
Descansa comigo,
e não olhes para trás
Neste mar da vida
as ondas fortes e
revoltas
foram desgastando
os nossos peitos
como rochas que
sofrem a erosão
Mas, uma lapa ficou,
perseverante, resistente,
firme.
Nada sobrevive,
mas ela lá continua
neste mar da vida...
Na solidão
deste habitáculo onde sigo
nõ estou só
O Divino acompanha-me,
ajuda-me,
o meu intimo enche-se
de saber,
de alegria.
Penso em ti.
O amor que esteve em coma,
acordou.
A força do vento afasta
as nuvens cinzentas.
Os raios de sol
aquecem e iluminam
o céu.
Oiço,
as palavras que suavemente dizemos
Sinto,
os beijos molhados que trocamos
Sinto,
os nossos corpos suados.
Suor, que como a seiva
alimenta as planas,
fortalece o nosso amor
Vejo,
o teu corpo desnudado, dorido
mas belo
Vejo,
a tua pele branca,
pura
E de repente,
dentro de ti,
ecoa o trovão,
brilha o relâmpago ,
solta-se o raio
e
tornamos a amar
PEDIDO A Nª SRª DE FÁTIMA
EM SETEMBRO/08
*Agradecimento pelo ano que passou
*Pela Saude e pela Paz no nosso lar
*Pelo nosso trabalho e pelos projectos para o futuro
*Pela escola dos nossos filhos
*Pela harmonia do nosso lar
*Pela saúde dos meus pais, da minha cunhada, sobrinha e sogro
*Pela saúde da restante família e amigos
*Pelos nossos antepassados
*Pela nossa estabilidade emocional e espiritual
" O Amor entrou na minha vida
Quando te encontrei
Olhei no teu olhar
E apaixonei-me.
Foi tanta a emoção
que não consegui ignorar.
O amor contigo ao meu lado
É cada vez maior,
E ter a vida inteira
para te puder amar-te
(baseado numa canção de Martinho da Vila)
Na estrada onde vou,só nevoeiro e frio.Deus inspira-me.A luz dos teus olhos vence a neblina,o teu calor aquece-me,consola-me.A estrada segue á minha frente, e tu vais comigo...
Criei este espaço, para que possa ser um veiculo de transmissão dos meus sentimentos.
Num momento, em que sinto renascer e redescobrir muitas coisas que estavam
bloqueadas em mim, espero que na escrita que poderão ler, encontrem, uma forma nova de me conhecerem.
No REAPARIÇÃO, poderá encontrar pensamentos, textos, uns originais outros adaptados e ainda outros com autores próprios.
Espero que, ao lerem as minhas mensagens, encontrem a Alegria que se sente ao redescobrir-mos e puder-mos transmitir os nossos sentimentos.
Dedico-o á minha Mulher e aos meus filhos.